Segundo algumas abordagens da psicologia, a noção do EU inicia a partir da percepção de nossa autoimagem no espelho, quando ainda bebês. Na linha lacaniana, a construção desse EU é perpassada pela necessidade de identificação com um outro, uma imagem de autoridade, como o pai ou a mãe. Logo, nosso primeiro processo de auto-percepção seria alienante, para dar vazão a uma necessidade de pertencimento sistêmico/sociocultural.

Quando nosso reflexo no espelho reflete esse EU, que ainda vive em necessidade de pertencimento, mas está muito distante do que seria nossa essência (ou o si-mesmo, dentro da abordagem da psicologia analítica junguiana), em um processo de dissociação podemos nos deparar com nossa autoimagem distorcida. Uma das possíveis razões para algumas pessoas terem dificuldade em lidar com a primeira etapa do Retrato Terapêutico A.mora Fototerapia.

Durante a sessão, é feito o registro enquanto a modelo abre o coração para expor a própria alma. E lidar com a visão dessa imagem, tão distante da construção alienante alimentada por tanto tempo, pode ser difícil. Reconhecer que você passou a vida se olhando, mas nunca se viu de verdade, às vezes dói. E é preciso muita coragem para permitir-se um novo enxergar.

Possibilidades de trabalhar a autoimagem distorcida

Buscar olhar para o si-mesmo é autorizar-se à possibilidade de entrar em contato com o nosso genuíno desejo. Não aquele que criamos para suprir as necessidades e expectativas do outro, do entorno, da família, da sociedade. Mas o que pede nossa alma. Muitas vezes, para nos sentirmos pertencentes, aceitamos a crença de que determinadas escolhas são nossas, sem nos darmos conta de que estamos vivendo histórias das dores dos nossos complexos, não do pedido de nosso ser.

E sem saber desse distanciamento, chegamos em um momento da vida em que desenvolvemos dores emocionais ou doenças físicas, que não sabemos de onde vêm. É preciso se redescobrir. Mas aceitar que toda nossa vida foi construída na ilusão do que achávamos que queríamos é uma jornada que nem todos estão dispostos a viver.

A busca pelo nosso real desejo (consciente ou inconsciente) faz com que entremos em contato com o nosso vazio. Pois desejo é expressão de uma falta. Você tem coragem de perguntar à sua alma como fazer para lidar com esse buraco que te consome?

Como funciona o Retrato Terapêutico Amor.a Fototerapia?

O processo Retrato Terapêutico Amor.a Fototerapia, desenvolvido pela artista plástica e terapeuta Cláudia de Sousa Fonseca, é realizado em Copacabana. Agendamento pelo WhatsApp (21) 98101-2020. Proposta de trabalho no link Orçamento Fototerapia.

A partir da visualização de imagens do inconsciente e ressignificação de conteúdos psicoemocionais, um ensaio fotográfico artístico é definido para cliente, após uma primeira sessão no fundo branco.

*Confira os ensaios completos e processo terapêutico da foto em destaque no link Sagrado Feminino

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