Desde a adolescência eu era categórica em relação a maternidade: “aos vinte e poucos eu penso em ter filhos”. Os vinte e poucos foram chegando e estendi o prazo para vinte e médios. Depois para vinte e muitos. Até me dar conta de que eu não tinha obrigação de engravidar e aceitar que esse processo não fazia sentido para mim. E tudo bem. Mas, ainda assim, a gestação pairava sobre mim feito fantasma. Não pela preocupação ou culpa de não cumprir um papel social, mas por sentir a falta de um pedaço meu.

Até me dar conta de que minha escolha sobre a maternidade não estava pautada em um simples não querer, mas no medo. No pavor da vulnerabilidade, do não controle, da dor, do amor. Há um abismo entre escolher não experienciar uma vivência e fugir dela, rendida ao medo.

Quando tememos algo, não afastamos apenas aquele algo. Podemos afastar também todas as possibilidades que nos aproximam dele. E percebi o quanto meu medo inconsciente da maternidade me impossibilitava milhares de vivências que sequer estavam diretamente relacionadas à gravidez, por simples medo.

Precisei olhar para cada um de meus medos para me permitir, enfim, escolher ser ou não ser mãe, com base no meu querer. Alguns medos eu ressignifiquei. Outros eu desmistifiquei. Outros apenas acolhi. Mas para todos eles eu disse ser mãe de mim mesma, uma mãe que se cuida a ponto de não precisar ser governada por medo algum.

A maternidade não fala apenas sobre ter filhos. Fala sobre parir projetos, relacionamentos, vivências. Fala sobre a entrega. O cuidar do outro. O cuidar de si. Eu precisei aceitar a maternidade em mim para, enfim, escolher não ser mãe. Por enquanto. Amanhã, quem sabe, eu mude de ideia.

A mágica da vida é a possibilidade de podermos definir um caminho diferente a cada dia. De, apesar dos pontos finais, podermos reescrever novas histórias. É a possibilidade de, a cada segundo, entregar-se ao renascer. Podemos morrer muitas e muitas vezes em vida. E cada uma dessas mortes podem ser amorosamente acolhidas quando aprendemos a ser mãe de nós mesmas.

Foto: Processo Terapêutico Amor.a Fototerapia realizado em nosso estúdio fotográfico, pela fotógrafa e terapeuta @claudia.sousafonseca 

Como trabalhar a sua relação com a maternidade?

No Espaço Amora, em Copacabana, realizamos sessões terapêuticas de acesso, acolhimentos e ressignificação de conteúdos psicoemocionais, muitos inconscientes. Os atendimentos realizados pela terapeuta @claudia.sousafonseca também podem ser online, por vídeo chamada.

Agendamentos pelo WhatsApp (21) 98101-2828.

Atendimentos terapêuticos no Espaço Amora
Alinhamento Energético Fogo Sagrado na cura de padrões
Retratoterapia: registro e cura de imagens inconscientes
Aplicação de Reiki
Rapé medicinal
Poesia e terapia

Recommended Posts