como uma vilã de novela mexicana, entre Paolas, Soraias, Catalinas e Rubis
quero deixar minha marca, cantando contradições no palco da vida

mergulhar na densidade das personagens que se deixam carregar pelas sombras
enquanto me limpo na eterna esperança 
de tornar cada vez mais leve essa una jornada 
quero ser uma Barbie sem precisar da estética aclamada
quero ser médica, artista, dona de casa, advogada
na imensidão do mundo particular que criei
cada vez que não me deixei ser invadida e rotulada

quero sentir tudo em mim,
sem precisar julgar o outro.
quero viver de amor ao outro, 
no equilíbrio da minha solidão. 
quero no equilíbrio da minha solidão 
experimentar a plenitude de uma liberdade sem nome.

e mesmo quando a voz diz muito sobre quem somos
mas a frase que você ouve não é a minha. 
mesmo quando a expressão diz muito sobre o que sentimos
mas o rosto que você vê não é o meu.
continuo a dançar com desajeitados pés de bailarina
cantando na paz do meu canto
divagando entre sorrisos e prantos
sendo e sentindo,
todo o dom que o universo me deu.