FOTOTERAPIA

Sagrado Feminino | Cláudia Fonseca

Sagrado Feminino

Intensa com leveza. Chegar neste lugar foi um processo. Passei a vida escondida sob sorrisos que não condiziam com o que eu sentia, num vazio que não sabia de onde vinha. Até um dia me dar conta de ter conquistado tudo o que queria e só restava olhar minha dor.

Afundei em mim, questionei se aguentaria, até aprender a navegar em minhas emoções. E apreender que tudo o que eu buscava fora, estava dentro.

Apreendi que minha ânsia de salvar o mundo era resultado da projeção de dores que eu carregava e não entendia. O desejo de ajudar pode ser reflexo da vontade de que o outro seja como gostaríamos, para atender nossas expectativas.

Apreendi que amar incondicionalmente é respeitar cada jornada. Mesmo que, em meu julgamento, eu acredite que a escolha do outro esteja tão distante de si. Ou de mim. Há um abismo entre zelo e controle.

Apreendi que o amor que ganho é o máximo que quem me dá tem condições de dar. Não me cabe exigir receber como gostaria. Cabe aceitar como vem e sentir se devo ficar ou partir. E que também negamos receber por medo, sem perceber.

Apreendi a respeitar os limites de quem me relaciono e oferecer apenas o que o outro está pronto para lidar.

Apreendi a ver com respeito cada alma que cruza meu caminho, apesar das projeções de minhas ilusões. A pretensa perfeição não me cabe, quando aceito que cada ser tem sua una verdade. E honro a dádiva da vida sentindo e seguindo a verdade única de meu coração.

Apreendi e sigo apreendendo. Amar além do ego é escola diária, a ensinar: “AMOR QUE DÓI NÃO VALE A PENA”. A dor faz parte da vida, mas certas dores não são necessárias. Dor também é escolha e escolhi a coragem de sair desse lugar.

Foi assim que o temor de um amor tão profundo começou a dissipar. Esse amor que eu queria tanto dar ao mundo (sem conseguir), afinal, tinha outro destino: dar a mim mesma. Só damos e aprendemos a receber em equilíbrio o que nos transborda.

Não que a dor tenha sumido, mas apreendi a me acolher a ponto de aceitar que o lugar onde estou é o que meus pés alcançaram chegar. E sigo a caminhada, respeitando meu tempo

Minha capacidade de me amar e aceitar a mulher que tenho condições de ser agora, me preenche, me cura, me liberta. Todos os dias. Com intensidade e leveza.

Texto, iluminação e edição fotográfica: Cláudia de Sousa Fonseca
Fotografia: Natalia Lima
Maquiagem: Mayara Costa
Terapeutas do ritual fotográfico: Raquel Lotti, Jaqueline Coelho, Cristina Ballestero e Cristiane Ballestero
Tema do ensaio: Sagrado Feminino

O processo Fotografia Terapêutica Fototerapia, desenvolvido pela artista plástica e terapeuta Cláudia de Sousa Fonseca, é realizado em Copacabana. Agendamento pelo WhatsApp (21) 98101-2020. Proposta de trabalho no link Orçamento Fototerapia.