Você não tem a mínima ideia dos monstros imensos carregados por quem está ao seu lado. Digo isso porque passei a vida imersa em um sofrimento tão incompreensível, que não tinha coragem de dividir com ninguém. Era uma dor que me consumia e me fazia sentir culpa por sofrer, já que eu não percebia qualquer motivo que justificasse minha dor.

E para disfarçar o tanto que eu sentia até de mim mesma, passei a vida entre excessos: na bebida, na comida, na efemeridade de meus relacionamentos, nas saídas, nos estudos, no trabalho. Qualquer coisa que me anestesiasse de mim mesma, para poder suportar minimamente uma vida em que passei sorrindo, quando estava em constante choro interno.

Com frequência ouvia em conversas de grupo “depressão é frescura”, “fulano não tem motivo algum para ter problemas emocionais”, sem que essas pessoas pudessem imaginar que, diante delas, estava alguém incapaz de pedir socorro por sequer compreender ou querer ouvir os apelos da própria alma.

Demorei mais de 30 anos para ter coragem de mergulhar em mim e olhar as minhas dores. E aprender a me curar me fez ter empatia pelo processo de cura do outro. Me fez aprender a escutar o outro. A entender que o meu filtro de realidade não tem absolutamente nada a ver com o de quem está ao meu lado. E que ninguém além de nós tem noção do que carregamos em nosso interior. Acreditar que podemos julgar o que o outro sente ou vive com base em nossa história é cruel.

Quando alguém ao seu lado estiver em dor, se for possível para você, acolha. Se não for, apenas respeite. Mas mais do que acolher o outro, aprenda a acolher quem você é. Quem você tem condições de ser agora. Mesmo que você sinta o mundo dizer que você não faz parte, que você é pouco, que você não merece.

A resposta para nossas dores às vezes é tão simples que levamos uma vida inteira para saber lidar com ela: aprender o autoamor. Às vezes achamos que nos amamos sem perceber o quanto podemos ser cruéis com nós mesmas. O amar genuíno faz parte de uma jornada que hoje busco seguir com leveza e amorosidade por mim e por quem cruza o meu caminho.

Que eu me permita honrar a vida a cada passo. E a honrar o sentir daqueles que por mim passam.

Setembro Amarelo e o pedir ajuda

O Setembro Amarelo é uma campanha de prevenção ao suicídio que acontece anualmente, em todo o país. O assunto ainda é um tabu em função da falta de informação, do preconceito, da dificuldade de identificar a necessidade de ajuda.

Ser escutada (o), receber acolhimento, permitir-se falar sobre o que se sente, mesmo que confuso e até incompreensível, pode evitar que medidas drásticas sejam tomadas.

A Campanha organizada pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria) realiza eventos com entidades parceiras e disponibiliza materiais informativos, como a Cartilha de Identificação de Comportamento Suicida. Para saber mais, basta acessar o link setembroamarelo.com

Atendimentos terapêuticos no Espaço Amora
Retratoterapia: registro e cura de imagens inconscientes
Alinhamento Energético Fogo Sagrado na cura de padrões
Ártemis: a deusa da mulher selvagem em nós
Rapé medicinal: o que é, quais os benefícios e efeitos

As sessões terapêuticas são realizadas em Copacabana, ou por vídeo chamada. Agendamentos pelo WhatsApp (21) 98101-2828. Os atendimentos são realizados pela terapeuta @claudia.sousafonseca


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